Rede Progresso Social Brasil lança o IPS Rio, um diagnóstico inédito do desenvolvimento socioambiental da cidade do Rio de Janeiro

 

A Rede #ProgressoSocialBrasil apresenta os resultados do Índice de Progresso Social do Rio de Janeiro (IPS Rio), 16 de maio, um mapeamento social inédito, que permite análises por Região Administrativa (RA) da cidade.

O estudo foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Pereira Passos e implementado a partir da metodologia do Índice de Progresso Social, concebido por uma equipe de pesquisadores liderada pelos professores Michael Porter (Harvard) e Peter Stern (MIT). O diferencial da pesquisa está na utilização de dados secundários para a mensuração de desenvolvimento socioambiental no nível de regiões administrativas.

O diagnóstico – realizado com apoio da Fundação Roberto Marinho, Fundación Avina e Social Progress Imperative – tem o objetivo de ser uma ferramenta de referência do desenvolvimento humano da cidade do Rio de Janeiro, que possui quase 6,5 milhões de habitantes em suas 32 Regiões Administrativas. O estudo auxiliará na coordenação e priorização de temas para iniciativas sociais desenvolvidas pelo governo municipal, empresas, fundações, institutos e ONGs.

Segundo Glaucia Barros, diretora da Fundación Avina no Brasil, organização impulsora da Rede #ProgressoSocialBrasil, “nosso propósito, ao articular parceiros e recursos para apurar o Índice de Progresso Social na cidade do Rio de Janeiro, é oferecer aos cidadãos cariocas e, em especial, aos tomadores de decisões, informações e insumos que possam conferir maior coerência, equidade e assertividade às escolhas por investimentos de interesse público”.

Heloisa Montes, sócia da consultoria Deloitte, que patrocina mundialmente o IPS e compõe a Rede #ProgressoSocialBrasil, destaca que o IPS Rio surge como um instrumento importante para guiar investimentos empresariais na área de responsabilidade social. “A iniciativa privada vem assumindo um papel preponderante pelo desenvolvimento social em todo o mundo e já ocupa posição de destaque também no Brasil, em razão de nossos desafios históricos e bastante completos, que não podem, há muito tempo, ser endereçados exclusivamente pelas esferas governamentais. Nesse sentido, o IPS Rio tende a se tornar referência para nortear estratégias na área de responsabilidade social desenvolvidas por empresas que possuem atuação relevante nessa cidade. Afinal, muito além de mero cartão postal do Brasil, o Rio de Janeiro reflete de maneira singular muito das características socioeconômicas de todo o País”.

Para calcular o IPS RIO, foram utilizados 36 indicadores de fontes públicas confiáveis, sendo a maioria com publicação anual ou bianual. A pesquisa foi desenvolvida durante oito meses, com o apoio técnico do Instituto Pereira Passos e de dezenas de organizações parceiras que contribuíram com a coleta dos dados necessários para compor os resultados que, segundo a metodologia do IPS, contemplam três dimensões: “Necessidades Básicas”, “Fundamentos do Bem Estar” e “Oportunidades”.Rio Janeiro

Os indicadores utilizados passam por itens como acesso à água canalizada, população vivendo em favelas não-urbanizadas, homicídios e roubos de rua (em “Necessidades Básicas”); dados de abandono escolar, quantidade de áreas não urbanizadas e acesso à internet (em “Fundamentos do Bem Estar”) e indicadores como homicídios por ação policial, violência contra a mulher, vulnerabilidade familiar e acesso a nível superior por negros e indígenas (no âmbito de “Oportunidades”).

Segundo resultados apurados, os componentes de menor pontuação para o conjunto das Regiões Administrativas foram Acesso à Educação Superior (32.36) e Sustentabilidade dos Ecossistemas (49.58), em função – respectivamente – dos baixos índices de conclusão do ensino superior, especialmente entre os não-brancos, e dos baixos índices de coleta seletiva de lixo.

A maior contribuição do estudo, no entanto, é a explicitação de desigualdades intramunicipais e sua inter-relação com qualidade de vida e a renda per capita. Embora algumas RAs tenham renda per capita muito semelhante, como Maré (R$659) e Rocinha (R$657), seu nível de desenvolvimento pode variar consideravelmente. Neste caso, por exemplo, a Maré fica cinco posições acima da Rocinha, com um IPS de 52,29 contra 44,53, pois tem uma pontuação melhor avaliada em diversos indicadores. Este tipo de análise poderá ser feito com facilidade e maior nível de detalhe por meio da plataforma online que será usada para disponibilização dos dados do IPS RIO.

“Uma das principais mensagens do relatório é que há desigualdade no Rio de Janeiro. Enquanto duas regiões administrativas (Lagoa e Botafogo) têm uma pontuação de progresso social muito alta, superior a 85, seis regiões administrativas apresentam índices de progresso social muito baixos, inferiores a 45 (Guaratiba, Zona Portuária, Rocinha, Jacarezinho, Complexo do Alemão e Pavuna). Para ilustrar o que essa desigualdade significa na rotina dos cariocas: apenas 1% dos habitantes da região do Jacarezinho têm curso superior completo frente ao 58% da população de Lagoa”, completa Michael Green, Diretor Executivo do Social Progress Imperative.

“Para o zen-budismo, ‘ser, ver e agir’ são a mesma coisa. Sem ver, agimos de forma diferente e somos diferentes. O IPS é um indicador sintético que nos ajuda a ver o Rio de Janeiro de forma holística, levando em conta não só o atendimento de necessidades básicas, mas também o bem-estar e as oportunidades de desenvolvimento do potencial humano, para que possamos ‘ser, ver e agir’ cariocas melhores”, resume o presidente do IPP, Sérgio Besserman.

 O IPS RIO é apenas o começo de um processo de acompanhamento do progresso social local. Por ser construído a partir de dados secundários, possibilita uma atualização periódica e ajuda a acompanhar as mudanças e os aperfeiçoamentos de políticas públicas na cidade em maior detalhe. O índice é uma ferramenta que oferece um novo olhar do Rio de Janeiro para entender o que mais demanda intervenção governamental ou privada. E assim, se mostra importante para que o progresso da cidade avance mais rápido e com menos desigualdade.

Sobre o Índice de Progresso Social

Idealizado para medir o progresso social de países e servir de instrumento de planejamento e acompanhamento de políticas públicas, o Índice de Progresso Social (IPS) foi concebido por um grupo do qual faz parte o renomado economista americano Michael Porter (Harvard), em 2010, e publicado pela primeira vez em 2013. O indicador abrange análises de mais de 130 países, a partir do levantamento e do processamento de dados secundários empreendidos pela organização Social Progress Imperative.

Progresso Social, segundo a organização Social Progress Imperative (SPI), é a capacidade de uma sociedade em satisfazer as necessidades humanas básicas dos seus cidadãos, estabelecer os elementos essenciais que permitam às pessoas e às comunidades melhorar e manter sua qualidade de vida, e criar as condições para que todos os indivíduos atinjam pleno potencial.

Até recentemente, o sucesso de uma sociedade era medido somente por meio de índices como o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que são amplamente influenciados pelo desenvolvimento econômico e não medem a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar da população. Em 2013, a criação do Índice de Progresso Social (IPS) – inicialmente proposto para a escala global – possibilitou a medição do progresso social diretamente, independentemente do desenvolvimento econômico. Desde então, diversas iniciativas nacionais e subnacionais estão surgindo, sobretudo em países latino-americanos. Isso levou à criação da “Rede de Progresso Social”, que congrega iniciativas para medir o progresso social em vários países, tais como Brasil, Paraguai, Costa Rica, Chile, Colômbia, Peru e El Salvador, também nos Estados Unidos, Europa e Índia. Em 2014, o Imazon e a Rede de Progresso Social Brasil aplicaram a metodologia em nível municipal, medindo o progresso social dos mais de 770 municípios da região Amazônica. Em 2016, por meio do Instituto Pereira Passos, a “Rede” utiliza o IPS como método de análise da realidade da comunidade do Rio de Janeiro.

Instituições envolvidas na iniciativa “Índice de Progresso Social”

Rede #ProgressoSocialBrasil

A rede #Progresso Social Brasil faz parte de um movimento global em expansão de redes nacionais #Progresso Social, cujo objetivo é reunir diferentes setores da sociedade, incluindo empresas, sociedade civil, organizações filantrópicas, órgãos do governo e academia, em torno do objetivo comum de melhorar o progresso social e o bem-estar humano. Nossa rede conta com o apoio estratégico da aliança entre Social Progress Imperative, Fundación Avina e Deloitte. Interessados em compor a rede devem entrar em contato pelo email: brasil@progressosocial.org.br.

A Social Progress Imperative (SPI) e os propósitos do Índice de Progresso Social (IPS) têm mundialmente o patrocínio de organizações como Fundación Avina, Cisco, Compartamos Banco, Deloitte, Skoll Foundation e The Rockefeller Foundation.

O Instituto Pereira Passos (IPP) é um órgão de pesquisa e informação sobre a Cidade do Rio de Janeiro. É referência nacional e internacional em gestão de dados e de conhecimento para o planejamento estratégico e integração de políticas públicas, com trabalhos nas áreas de mapeamento, produção cartográfica e aplicação de geotecnologias.

A missão do IPP é gerir informação e conhecimento sobre a cidade, de modo que o planejamento de políticas públicas e intervenções urbanas tenham apoio em dados qualificados. Mais do que isso, o IPP contribui para a melhoria das condições de vida da população, a eficiência da gestão pública e da promoção do desenvolvimento urbano. O Instituto também é responsável pela produção e documentação de informações relevantes sobre o município, disponibilizadas ao público na forma de aplicativos, estudos, tabelas e mapas armazenados no portal Armazém de Dados (http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/)

A Deloitte, que patrocina mudialmente o IPS e compõe a rede #Progresso Social Brasil, oferece serviços nas áreas de Auditoria, Consultoria Empresarial, Consultoria em Gestão de Riscos, Consultoria Tributária, Financial Advisory e Outsourcing para clientes dos mais diversos setores. Com uma rede global de firmas-membro em mais de 150 países, a Deloitte reúne habilidades excepcionais e um profundo conhecimento local para impactar positivamente seus clientes, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. No Brasil, onde atua desde 1911, é uma das líderes de mercado, com seus 5.500 profissionais e com suas operações em todo o território nacional, a partir de 12 escritórios.

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