Chile vive um processo inédito de elaboração de sua política pública energética para 2050

 

Energía logro 2O ano de 2015 foi chave para o Chile em matéria energética. Em maio de 2014, o ministro Máximo Pacheco, representando o Ministério da Energia do Chile, entregou à presidente da República, Michelle Bachelet, a agenda de energia, que previa a elaboração de uma política energética nacional com validação social, política e técnica.

Esse compromisso começou a ser concretizado em agosto de 2014, quando o ministro da Energia convocou um grupo de representantes multissetoriais para participar do comitê consultivo que teria como objetivo construir um roteiro para a elaboração da política energética. Esse processo ficou conhecido como Energia 2050.

A Fundación Avina participou desse comitê consultivo, que durante um ano elaborou o “Roteiro Energia 2050: por uma Energia Sustentável e Inclusiva” e desempenhou um papel importante no eixo estratégico chamado “Relação com a Comunidade e Pobreza Energética”. A Fundación Avina contribuiu com informações sobre os seguintes temas para inclusão na política energética: acesso à energia, igualdade e segurança energética, pobreza energética, participação de incidência e vinculação, e integração de processos de desenvolvimento nacional com processos de desenvolvimento local com um critério de interculturalidade.

O roteiro finalizado, que finalmente foi entregue ao ministro da Energia em outubro de 2015, serviu de base para que as equipes técnicas do Ministério pudessem elaborar a política energética 2050, que foi entregue à presidente em dezembro de 2015.

O processo se destaca por propor um roteiro construído coletivamente com a participação de atores públicos, privados, universidades e sociedade civil. É um processo de elaboração de política pública inédito no Chile e que pode ser reproduzido nacional e/ou regionalmente por outros governos.

Estabelecer uma política energética elaborada a partir de consensos básicos tem um impacto em todos os habitantes do país: garante a incorporação de pelo menos 70% de energias renováveis à matriz para 2 2050, acesso à energia para todos e consequente promoção da superação da pobreza energética, planejamento territorial articulando os interesses nacionais e as vocações territoriais, e um governo ativo e presente, entre outros.

Parceiros neste resultado:

Do governo do Chile:

Ministério da Energia, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Mineração, Ministério da Habitação, Ministério dos Transportes e Telecomunicações, Ministério dos Bens Nacionais, Corporação Nacional de Desenvolvimento Indígena (CONADI), Corporação de Fomento da Produção (CORFO)

Universidades:

Pontifícia Universidade Católica do Chile, Universidade
do Chile, Universidade Adolfo Ibáñez, Universidade de Antofagasta, Universidade de Concepción, Universidade de Magallanes

Outros:

Associação de Empresas Geradoras do Chile A.G, Empresas Eléctricas do Chile A.G, Associação de Empresas

Distribuidoras de Gás Natural do Chile A.G, Associação Chilena de Energias Renováveis, Conselho de Mineração do Chile, Conselho Nacional da Sociedade Civil do Ministério da Energia do Chile, Organização de Consumidores e Usuários do Chile, Natural Resources Defense Council (NRDC), World Wildlife Fund (WWF), Fundação Chile 21, Confederação Única de Trabalhadores (CUT)

País impactado: Chile

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