By Published On: março 24th, 2026Categories: NOTÍCIAS2,8 min read

Em março, levamos o projeto Marajó Resiliente ao coração das decisões nacionais no Brasil. Nossa equipe esteve em Brasília para dias intensos de agendas estratégicas — 9 reuniões com ministérios e instituições chave com um objetivo claro de conectar o território do Marajó às políticas públicas federais e às agendas globais de clima, adaptação e desenvolvimento sustentável.  Mais do que reuniões, foi uma agenda de convergências concretas, avanços institucionais e oportunidades reais de impacto.  

Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)  e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) 

Com o MAPA, identificamos sinergias entre o Marajó Resiliente e o Plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono), especialmente no Pará. Esse contexto favorece possíveis parcerias em agricultura sustentável, sistemas agroflorestais e monitoramento de indicadores climáticos. Já com o MDS, conversamos sobre a carência de acesso à água e possíveis soluções e encaminhamentos para dar conta deste desafio. Um exemplo claro de como adaptação climática, segurança hídrica e redução de vulnerabilidades estão interconectadas.

Vitor Santana (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) Rogenir Costa, Juliana Strobel e Lanna Peixoto (Fundación Avina) 

 

Diálogo com o Green Climate Fund (GCF) a partir da Unidade de Avaliação Independente 

O Green Climate Fund está encerrando sua segunda fase e passando por um processo de avaliação estratégica para a captação da próxima rodada. Como entidade acreditada para receber recursos do Fundo para o projeto Marajó Resiliente, fomo convidados para uma entrevista aprofundada com a Unidade de Avaliação Independente do fundo, na qual discutimos temas como acreditação, regionalização do GCF, acesso a recursos por organizações de base e desafios de implementação, com destaque especial para a agenda de gênero. Iremos conectar a UAI com as multiplicadoras de saberes agroflorestais do projeto, fortalecendo a escuta das experiências do território. 

 Reunião com a UAI/GCF: Yasmin Winther, Jeehyun Yoon, Esther Rouleau, Juliana Strobel e Lanna Peixoto   

 

Autoridade Nacional Designada do Green Climate Fund

Também encontramos sinergias com a Autoridade Nacional Designada (AND) do Green Climate Fund na leitura de desafios da gestão de projetos. A proposta é que os aprendizados de iniciativas como o Marajó Resiliente sejam usados como exemplos no contexto da próxima rodada de captação do fundo. A AND também reconheceu o papel da Fundación Avina na agenda de Ação Climática Liderada Localmente (LLCA, em inglês) e sua contribuição para o novo framework do GCF sobre o tema.

Com essa agenda robusta, mantivemo-nos comprometidos em transformar articulação institucional em ação concreta nos territórios. A atuação proativa do Marajó Resiliente junto ao governo federal mostra que é possível fazer com que políticas públicas nacionais cheguem a territórios isolados e vulnerabilizados, como o Marajó — e, ao mesmo tempo, que as experiências locais retroalimentem políticas públicas e estratégias em nível federal e até global.