
Fundação Avina na COP16: Protagonismo do Sul Global e Soluções Locais para a Conservação da Biodiversidade
A Fundação Avina marcou presença na 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), realizada em Cali, Colômbia, entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro. Um dos principais avanços dessa conferência foi a criação de um órgão subsidiário permanente voltado para os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Pela primeira vez, quase 200 países reconheceram oficialmente o papel das comunidades afrodescendentes na preservação e no uso sustentável da natureza.
Na COP16, a Fundação Avina levou duas mensagens centrais que guiara atividades e participações: a necessidade de uma governança inclusiva dos biomas, com protagonismo do Sul Global para conservar 30% dos ecossistemas até 2030, e a importância de um financiamento acessível para a conservação da biodiversidade, destinado às populações locais, protagonistas de soluções sustentáveis adaptadas ao contexto de cada território.
O foco dos debates em Cali incluiu temas como: Adaptação Climática na Panamazônia, Créditos de biodiversidade para povos indígenas e comunidades tradicionais, Participação do setor privado na proteção da biodiversidade, gestão de resíduos plásticos, Bioeconomia e Mecanismos de Financiamento. A Fundação Avina participou de uma série de eventos em parceria com aliados estratégicos, incluindo COIAB, Skoll, Instituto Life, Belterra, BBVA e Malungu, Redes Chaco, entre outros. A convenção encerrou com otimismo pelos avanços alcançados, mas ficou evidente a necessidade de avanços em compromissos concretos de financiamento para proteção e conservação da sociobiodiversidade.
“Sem dúvida, cada setor do ecossistema de financiamento da conservação da natureza, especialmente relacionado à biodiversidade e ao clima, tem seu papel. Embora os acordos internacionais estejam demorando para efetivar a participação de diversos países nesse financiamento, ainda há espaço para ação. Queremos contribuir para destravar os gargalos desse processo, colaborando com aqueles dispostos a tentar algo novo, ousar e, até mesmo, errar. Novos modelos de financiamento para soluções lideradas localmente são necessários e urgentes”, comentou Juliana Strobel, diretora do eixo de Ação Climática da Fundação Avina.




