
Até 14 de agosto, a equipe da Fundação Avina participa da quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC-5.2), um espaço crucial para chegar a um acordo sobre um tratado internacional juridicamente vinculante que coloque fim à poluição plástica.
A Fundação Avina reforça que o Tratado Global sobre Plásticos representa uma oportunidade histórica para enfrentar de forma integral os impactos sociais, ambientais e econômicos do atual modelo linear de produção e descarte.
“Como Fundação Avina, fazemos um chamado para que os países cheguem a um acordo ambicioso e centrado nas pessoas para acabar com a poluição plástica”, afirma Paula Pariz, do programa de Economia Circular Inclusiva.
Centenas de organizações da sociedade civil, líderes de catadores de base —que representam 40 milhões de pessoas no mundo— e coalizões empresariais comprometidas com uma Transição Justa e uma Economia Circular Inclusiva defendem que o Tratado adote compromissos juridicamente vinculantes que reconheçam o papel estratégico dos catadores na gestão e mitigação da poluição plástica.
“A circularidade do plástico depende do nosso trabalho, não apenas da indústria. Um tratado bem-sucedido é aquele que combate a poluição plástica com justiça, ambição e sem deixar ninguém para trás”, destaca Soledad Mella, da Aliança Internacional de Catadores.
Também instamos os governos dos 184 países em negociação a não reduzir seu nível de ambição e a trabalhar por um tratado justo, vinculante e com metas claras que viabilizem ações efetivas para enfrentar a crise do plástico.
“É fundamental que haja harmonização e critérios globais para que produtos problemáticos sejam gradualmente descontinuados, e que o design priorize a eliminação de plásticos desnecessários, o reuso, o reparo, a remanufatura e a reciclagem. Pesquisas mostram que, quanto mais circular for o mercado de plásticos, mais resiliente ele se torna”, acrescenta Pedro Prata, gerente sênior de Políticas e Instituições para a América Latina da Fundação Ellen MacArthur.
As negociações seguem até o dia 14 de agosto, quando se espera chegar ao texto final do tratado.




