
Fundación Avina no Fórum Europa-ALC Economia Prateada: Construindo uma Agenda Global sobre a Economia Prateada
O envelhecimento populacional está transformando o mundo, e a América Latina e o Caribe não são exceção. Até 2050, essa região, historicamente conhecida por sua juventude, verá sua população idosa dobrar, colocando à prova sistemas de saúde e serviços sociais já sobrecarregados. Europa, onde quase um terço da população está se aproximando ou já superou os 65 anos, também enfrenta desafios econômicos e sociais decorrentes de uma força de trabalho em declínio.
Nesse contexto, e com o objetivo de promover uma agenda global de desenvolvimento focada na longevidade, realizou-se, se realiza entre os dias 22 e 24 de janeiro, em Barcelona, o Fórum Europa-ALC Economia Prateada. O evento é liderado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pela Fundação “la Caixa”, com a coorganização de diversas instituições, entre elas a Fundação Avina. O Fórum reuniu cerca de 300 líderes de organizações globais, especialistas em envelhecimento e representantes de setores-chave, incluindo governos, empresas, ONGs e startups, com um programa centrado em inovação, gênero e cooperação público-privada.
Valéria Scorza, CEO da Fundação Avina, participou como painelista na mesa intitulada “Talento Prateado: Desafios e Oportunidades para o Emprego e o Empreendedorismo”, ao lado de representantes de importantes organizações aliadas, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Fundação Telefónica, a Fundação Romero do Peru e o CaixaBank da Espanha. Na mesa, destacou-se a ética do cuidado como base para conceber modelos econômicos pensados a partir da interdependência geracional e cocriados de forma multissetorial, com a participação de todas as partes interessadas, incluindo cuidadores e pessoas cuidadas.
O debate sobre a economia prateada conecta-se diretamente às agendas promovidas pela Fundação Avina, especialmente em relação às cadeias de cuidado. À medida que a população envelhece, essas cadeias ganham maior relevância, expondo, ao mesmo tempo, dinâmicas de desigualdade. Em muitos casos, as responsabilidades de cuidado recaem sobre mulheres e migrantes que buscam melhores condições de vida. Scorza destacou que, ao refletir tanto as desigualdades quanto as interdependências econômicas e sociais entre os países, esses contextos demandam políticas nacionais, acordos internacionais e padrões regionais que reconheçam, redistribuam e dignifiquem este trabalho indispensável.





